25 de agosto de 2010

Com quatro anos, paciente de Araraquara é atendido pelo Amaral Carvalho

Rodrigo Boni
Jaú,SP

O pequeno Arthur Cruz Freitas só tem quatro anos, mas já sabe encarar o câncer como gente grande. Em tratamento no Hospital Amaral Carvalho desde 2009, ele diverte-se na sala de espera com jogos e desenhos para colorir enquanto aguarda o atendimento.
Mas, nem sempre foi assim. Arthur passou um tempo internado no Hospital Amaral Carvalho, na época em que a leucemia tinha se agravado. A família descobriu em maio do ano passado, próximo ao Dia das Mães, após um histórico de manchas roxas pelo corpo do garoto. Arthur passou por vários médicos até ser encaminhado a um profissional que deu o diagnóstico para a família: leucemia. "Foi o pior dia da minha vida", lembra Lucinéia Matos Cruz Freitas, 36 anos.
Após o resultado dos exames, Arthur foi encaminhado para o Amaral Carvalho em Jaú. "Como ele é uma criança muito esperta, custei a acreditar que ele realmente estivesse doente. Foi como se algo se partisse dentro de mim, um choque. Ele tinha três anos e cinco meses e já foi direto pro isolamento. É duro ver uma criança que estava bem num dia e no outro não. Foi o pior Dia das Mães que eu poderia imaginar, pensando que perderia meu filho. Foi longo, dolorido, difícil", confessa a mãe.
Para Lucinéia, o respaldo da equipe do HAC foi essencial para o tratamento de Arthur. "Pra mim era tudo novo, eu não conhecia o hospital e nem tinha ideia de como era o tratamento aqui. Não tenho como agradecer o tratamento que ele recebeu e recebe até hoje, todos são ótimos", diz.
Com a construção da nova Casa de Apoio Infantil, mais crianças poderão receber atendimento de qualidade do HAC. "O Hospital tem uma boa estrutura, que deve melhorar ainda mais com a nova casa de Apoio. A pediatria é muito boa. É muito cansativo para quem tem que ficar aqui, se é difícil pra nós adultos que entendemos a situação imagina para as crianças", enfatiza.
Neste ano, o Dia das Mães de Lucinéia foi diferente: ao lado do filho, já em manutenção do tratamento. Arthur está fora de perigo e, aos poucos, volta as suas atividades normais. O que ele mais gosta de fazer? "Brincar, é claro", diz o pequeno, entre lápis de cor e giz de cera.
 
Fonte e foto: Bruna Oliveira
Assessoria Amaral Carvalho

Nenhum comentário:

Postar um comentário